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CATTLEYA FORBESII

 

Cattleya forbesii  Lindley

Introduzido em 1823 pela Sociedade Horticultural de Londres, através do seu coletor de Mr. Forbes, foi descrito por Lindley em sua Collectanea BOTANICA, dedicado a seu coletor. O cilíndrica hastes são cerca de um pé de altura, a inflorescência ereta e tendo de dois a cinco flores, cada um com cerca de três a quatro polegadas de diâmetro. As sépalas e pétalas são semelhantes, quase igual, pálido amarelo-verde para amarelo.O labelo é de três lóbulos, os l[obulos laterais angulares e laminação em torno da coluna, amarelo pálido do lado de fora, amarelo brilhante dentro; o lobo mediano é pequeno, arredondado, com uma margem dentada, amarelo pálido, com faixa central amarela brilhante, a garganta alinhada e manchado com vermelho-púrpura. Não tão vistoso como muitas outras espécies, este Cattleya nunca foi crescido em quantidade, embora seja um do primeiro do género a aparecer no cultivo. É uma planta atraente, no entanto, e bastante facilmente cultivadas, assim que for encontrado, ocasionalmente, nas coleções de amadores cujos interesses tendem para as orquídeas menos comuns. Ela floresce na primavera e verão.

 

 

 

 

I. Variedades dependentes pela forma da flor: 

 

II. Variedades dependentes  pela forma do colorido da flor:

a) Albescens;

b) Puntata;

c) Maculata;

d) Multiforme;

f) Venosa.

 

III. Variedades dependentes pelo colorido da flor:

a) Tipo;

b) Aurea;

c) Rosa;

d) Parda;

e) Suave;

f) Caerulea;

g) Semi-albina;

h) Albina;

i) Rubra;

 

Cattleya forbesii  Lindley – Classificação/ Hortocultural - Descrição.

 

I -  Cattleya forbesii  Lindley - TIPO

Referência

TIPO

 FCO (2006)

 Pétalas e sépalas em tons de colorido verde – amarelados ao bege, labelo internamente completamente estriado em tons avermelhados ao castanho sobre o fundo amarelo: Leves venulações nas sépalas e pétalas são comuns nesta variedade. O lobo central do labelo apresenta leve colorido rosado

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Possui pétalas e sépalas coloridas em mistura de verde, bege e castanho, mas os exemplares de Itajaí podem variar tremendamente, com tons desde rosa ao amarelo palha. O labelo, internamente, é estriado em tons avermelhados ao castanho sore um fundo amarelo. Leves venulações nas sépalas e pétalas são comuns para esta variedade.

 

 

II - Cattleya forbesii  Lindley – ALBINA/ALBA

Referência

ALBINA/ALBA

 FCO (2006)

 Pétalas e sépalas verdes e lobo central do labelo branco. Em alguns exemplares o tom amarelo do tubo se estende por todo labelo cobrindo o habitual colorido característico da variedade. Os relevos das estrias são bem aparentes, mas nunca coloridas; Estas plantas quando envelhecem tingem as sépalas e pétalas em tons amarelos, sempre puros sem presença de outros pigmentos. Existem relatos de exemplares que apresenta o interior do tubo totalmente branco.

Esta planta também trata da variedade albina

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Pétalas e sépalas verde e lobo central do labelo branco; em alguns exemplares o tom amarelo do tubo se estende por todo o labelo cobrindo o habitual colorido branco característico da variedade;

 

 

III - Cattleya forbesii  Lindley – SEMI – ALBINA/VERIDIPETALA

Referência

SEMI-ALBINA/ VIRIDIPETALA*

 FCO (2006)

 Apresenta pétalas e sépalas puramente verdes e labelo com estrias coloridas mesmo que incompletas. Da mesma forma que a variedade albina, com o envelhecer da flor o colorido verde gradualmente substituído pelo amarelo. Nesta variedade, a exemplo da variedade albina, os botões florais são verdes ao longo de todo seu desenvolvimento.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Apresenta pétalas e sépalas verdes e labelo com estrias coloridas.

 

 

IV-  Cattleya forbesii  Lindley – ROSA/ROSEA

Referência

ROSA/ROSEA

 FCO (2006)

Variedade definida pelo colorido das pétalas e sépalas em tons rosados sobre o fundo de colorido da variedade tipo; Algumas plantas apresentam uma desejável saturação de pigmentos eu cobre totalmente o fundo verde amarelado.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

Definida pelo colorido das pétalas e sépalas em tons rosados sobre fundo colorido da tipo: Algumas plantas apresentam uma desejável saturação de pigmentos que cobre totalmente o fundo verde amarelado.

 

 

V -  Cattleya forbesii  Lindley - PARDA

Referência

PARDA

 FCO (2006)

 Variedade dependente do colorido de pétalas e sépalas, as quais apresentam colorido do amarelo ocre ou pardo escuro. Não deve apresentar quaisquer tons de róseo ou verde.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Dependente exclusivamente do colorido das pétalas e sépalas, as quais demostram colorido amarelo ocre ao pardo escuro. Não devem demostrar quaisquer tons de rosa ou verde.

 

 

VI -  Cattleya forbesii  Lindley – MULTIFORME/BETRICIANA

Referência

MULTIFORME/  BETRICIANA

 FCO (2006)

 Variedade que é definida pelo colorido no interior do tubo. Apresentam pétalas e sépalas de colorido típico, no entanto as estrias no interior do tubo apresentam-se incompletamente coloridas, embora seu relevo seja nítido em toda sua extensão.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 É definida pelo colorido no interior do labelo. Demostra pétalas e sépalas de colorido típico, porém as estrias no interior do labelo apresentam-se incompletamente coloridas.

 

 

VII -  Cattleya forbesii  Lindley - MARGINATA

Referência

MARGINATA

 FCO (2006)

Flores com pétalas e sépalas de colorido típico; Os labos laterais do labelo são fortemente pintados, prolongando-se a pintura por toda a margem do tubo, como uma fusão das estrias nestas bordas.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Pétalas e sépalas de colorido típico, os lóbulos laterais do labelo são fortemente pintados, prolongando-se a pintura por toda a margem do lóbulo lateral, dando a impressão que as estrias se fundem na borda, formando à margem.

 

 

VIII -  Cattleya forbesii  Lindley - VENOSA

Referência

VENOSA

 FCO (2006)

 Embora a presença de leves venulações seja característica comum para a variedade descrita como tipo, esta variedade se caracteriza pelas pétalas e sépalas apresentando venulação bem nítidas, visíveis tanto na face interna quanto na face externa de sépalas e pétalas.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Apresenta venulações bem nítidas na parte interna e externa das pétalas e sépalas.

 

 

VIX - Cattleya forbesii  Lindley – CAERULEA/COERULEA

Referência

CAERULEA/COERULEA

 FCO (2006)

 Apresenta sépalas e pétalas rosadas com labelo apresentando estrias de colorido rosa azulado. A parte externa do tubo segue com colorido azulado.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Sépalas e pétalas levemente rosadas, com tendência para a cor cerúlea com o interior do labelo apresentando estrias rosa azulada e o exterior levemente azulado.

 

 

X - Cattleya forbesii  Lindley - RUBRA

Referência

RUBRA

 FCO (2006)

 Variedade caracterizada pelo colorido de sépalas e pétalas, em que o colorido apresenta tons de purpura.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 É caracterizado pelo colorido de sépalas e pétalas com tons de púrpura e castanho escuro.

 

 

XI - Cattleya forbesii  Lindley - MACULATA

Referência

MACULATA

 FCO (2006)

 Flor apresentando os segmentos florais de colorido típico, no entanto manchadas por manchas irregulares de colorido purpura.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Manchas irregulares de cor castanho escuro nas pétalas e sépalas.

 

 

XII -  Cattleya forbesii  Lindley – PELORIADA/TRILABELLATA

Referência

PELORIADA/TRILABELLATA

 FCO (2006)

Flor que apresenta todas as pétalas modificadas imitando forma de labelo.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

Apresenta as pétalas modificadas imitando forma de labelo, coluna sem estigma, polineas ou antera.

 

 

XIII -  Cattleya forbesii  Lindley - ALBESCENS

Referência

 ALBESCENS

 FCO (2006)

Flor em que as sépalas e pétalas apresentam colorido típico, normalmente esverdeado com o labelo albino (tubo externamente e lobos albinos com o interior do tubo amarelo em sem estrias coloridas)

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Não considera.

 

 

XIV -  Cattleya forbesii  Lindley - AUREA

Referência

AUREA

 FCO (2006)

 O que caracteriza esta variedade é o interior do tubo da planta. As sépalas e pétalas apresentam coloração típica, no entanto o interior do tubo apresenta coloração amarelada e as estrias mostram apenas o seu relevo sem qualquer colorido.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Não considera.

 

 

XV -  Cattleya forbesii  Lindley - SUAVE

Referência

SUAVE

 FCO (2006)

 Flores que apresentam sépalas e pétalas de colorido rosa suave uniforme. Adicionalmente, apresentam estrias, mesmo que por vezes incompletas, de colorido rosa cereja no interior do tubo.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Não considera.

 

 

XVI -  Cattleya forbesii  Lindley - PUNTATA

Referência

PUNTATA

 FCO (2006)

 Flor com pétalas e sépalas com pintas, independente de seu colorido.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Não considera.

 

 

XVII -  Cattleya forbesii  Lindley - OCULATA

Referência

OCULATA*

 FCO (2006)

 Não considera.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 É definida por duas manchas (lilás intenso) simétricas distanciadas entre si no (labelo) lóbulo central. Demostra pétalas e sépalas de colorido típico.

 

 

XVIII -  Cattleya forbesii  Lindley - DELICATA

Referência

DELICATA*

 FCO (2006)

 Não considera.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Pétalas e sépalas verde (mais suave) com labelo albo (externamente branco e em seu interior apresentando venulações amarelas com o fundo amarelo) e o lóbulo frontal com pequenas máculas róseas.

 

 

XIX -  Cattleya forbesii  Lindley -  FAMMEA

Referência

FLAMMEA

 FCO (2006)

 Não considera.

 Cattleya forbesii em  Santa Catarina (2013)

 Pétalas com colorido levemente flameado.

 

Referências Bibliograficas.

 

BARBOSA RODRIGUES, J. Iconographie des orchidees du Bresil. Base Switzerland: Reinhardt Druc, 1992 2v.

BRAEM, G. The Brasilian Bifoliate Cattleyas. Undated-Germany.

DRESSLER, R. L. Philogeny and classification of the Orchid family. Portland, USA: Dioscorides Press, 1993, 314p.

F.C.O. Regimento Interno. 2004-2006. 101 p.

HOEHNE, F. C. Iconografia de orchidaceas do Brasil. São Paulo (Estado). Secretaria da Agricultura, 1949. 601 p.

MEDEIROS, A. et. al. Cattleya forbesii em Santa Catarina. Santa Catarina. 2013.

F.C.O. Regimento interno. 2006. 101 p.

RIBAS, A. de Lara. Orquídeas Catarinenses. Florianópolis - SC. 1986.

PABST, G. F. J. DUNGS, F. Orchidaceae Brasilienses. Hildesheim, Germany: Brucke-Verlag K. Schmersow, 1977. 2v.

WITHNER, C. L. The Cattleyas and their Relatives. Vol 2. The Laelias. Timber Press, Portland, Oregon, USA, 1990. 154 p.