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BRASILAELIA PURPURATA

 

Brasilaelia purpurata (Lindl. & Paxton) Campacii, comb. nov.

basion: Laelia purpurata Lindl. & Paxton, Paxton´s Flower Garden, 3: 111-112, tab. 96 (1852-1853) 

Foto e Cultivo: José Carlos Budny

 

1. Introdução

Laelia purpurata, já era conhecida, mesmo antes da sua descrição, tanto é verdade que no livro Voyages pittoresques au Brésil de 1835, a mesma aparece em algumas gravuras/ilustrações botânicas realizadas pelo pintor e ilustrador botânico Maurice Rugendanz.

Mas a sua descoberta para a ciência aconteceu em 1847 por François Devos no litoral da então Província Imperial de Santa Catarina, Hoje, o Município de Florianópolis.

Floriu pela primeira vez, fora do seu habitat natural (Brasil) em 1852, nas Estufas da firma James Backhouse and Sons em York, na Inglaterra. Naquele mesmo ano, no mês de junho foi exibida à Royal Horticulture Society em Londres, proporcionando desta maneira o seu estudo sua descrição e a sua classificação pelo famoso botânico John Lindley. O exemplar observado por ele e que o orientou na classificação e descrição foi uma Laelia purpurata com sépalas e pétalas quase brancas.

A Publicação destes estudos e principalmente a descrição da Laelia purpurata, foi realizada pelo Jardineiro e Arquiteto Joseph Paxon, na obra Paxton´s Flower Garden 3: 111-112, tab. 96, no ano 1852.

Estes fatos ocasionaram a coleta de grandes quantidades da Laelia purpurata em todo litoral de Santa Catarina, principalmente na Ilha de Santa Catarina e despachadas pelo Porto existente na mesma, para as firmas M. Verschaffelt em Ghent, na Bélgica, bem como para o Mijnheer Brys de Bornhem, junto a Antuérpia, e desses espalhados por inúmeras coleções de orquídeas existentes na Europa continental e na Inglaterra.

Independentemente de sua identidade cientifica como Laelia purpurata, a espécie é conhecida por todos como “parasita” e “bainha de faca”, numa alusão a folha e espata floral da planta, que se assemelha a uma capa ou estojo de proteção para facas.

Para os amantes da espécie ela é saudada como “Rainha das Orquídeas do Sul do Brasil”, “Rainhas das Laelias”, “Rainhas das Florestas Litorâneas”, “Rainha das Selvas do Brasil Meridional” e “Rainha das Orquídeas do Brasil”.

Um fato de sublime exaltação aconteceu em 1942, proporcionado pelo saudoso orquidófilo Sr. Campolino José Alves, um dos fundadores da Sociedade de Amadores de Orquídeas de Florianópolis, expondo centenas de flores da Laelia purpurata no andor da Padroeira do Estado de Santa Catarina – Nossa Senhora de Santa Catarina, reverenciada através de monumental procissão pelas ruas de Florianópolis.

 

2. Mudança do seu Gênero.

De acordo com Campacci et al. (2006), no ano de 2002 Guy Chiron e Vitorino Paiva Castro propuseram a criação de novos gêneros para o grupo das Laelia brasileiras, baseados na confirmação da existência de dois grupos bem distintos dentro desse gênero, ou seja, as espécies mexicanas e as brasileiras. Nesse mesmo ano, quando Chiron esteve no Brasil, discutimos longamente com os referidos autores sobre os novos gêneros que eles tinham proposto e expusemos nossa opinião discordante em relação ao gênero Hadrolaelia, discondância essa que até hoje mantemos. Nossa posição é de que as espécies do gênero Sophronitis que eles juntaram a Hadrolaelia deveriam permanecer como estavam e que as espécies de Laelia Lindl. sect. Crispae Pfitzer, deveriam formar um gênero à parte, pelas grandes diferenças existentes entre elas e as outras de Laelia Lindl. sec. Hadrolaelia Schlechter. O próprio aspecto das plantas é bem diferente nos dois grupos, sendo as plantas da seção Crispae semelhante às Cattleya unifoliadas no porte e aspecto geral. Outra grande diferença é referente à inflorescência dos dois grupos, pois enquanto as espécies da seção Hadrolaelia têm inflorescência uniflora (raras vezes biflora), formando o botão ainda quando a folha encontra-se dobrada, não totalmente formada, e assim protegendo-o enquanto cresce, e sem criar espata floral, as espécies da seção Crispae ao contrário têm sempre inflorecência multiflora, ereta, rígida, ou um pouco arqueada e sempre a partir de uma espata grande que protege os botôes enquanto crescem.

Inicialmente não pretendiamos interferir nesse trabalho e queríamos aguarda conclusões posteriores desses autores, mas em vista da demora, e certos de que aquilo que pensamos sobre o gênero é muito mais coerente que a proposta dos mesmos, e ainda mais, para evitar que um nome totalmente absurdo seja usado para este grupo, resolvemos propor a criação do gênero tal qual sugerimos no ano de 2002, pessoalmente, àqueles autores, ous seja o uso de Brasilaelia, um nome que bem representa esse grupo. A criação desse gênero é feita a seguir, assim como as novas combinações que se fazem necessárias (Campacci et al. 2006).

 

2.1. Brasilaelia Campacci, gen. nov.

Typus: Cattleya crispa Lindl., Bot. Reg. 14: t. 1172 (1828).

Genus novum, Laelia Lindl. sectio Crispae Pfitzer Hadrolaeliae (Schlechter) Chiron & V. P. Castro extracti. Laeliae Lindl. sectio Hadrolaelia Schlechter similis sed herbae majorispseudobulbis fusiformibus, majoribus; foliis oblongatis autoc leviter elliptcis, majoribus; inflorescentia orta ex spatha magna, multiflora, recta auct arcuata; floribus fere magnis; labello amplo sine lamellae differt.

 

2.2. Etimologia: O epíteto "Brasilaelia" é uma junção das palavras Brasil e Laelia, referindo-se ao fato dessas plantas, antes conhecidas como Laelia, serem exclusivamente brasileiras.

 

2.3. Espécie - Brasilaelia purpurata (Lindl. & Paxton) Campacci, comb. nov.

basion: Laelia purpurata (lindl. & Paxton, Paxton´s Fl. Gard. 3: 111 (1852).

Sin.: Amalia purpurea Heynh.,Alph Aufz. Gew. 2:29 (1849), nom. nud.

Cattleya brysiana Lem., Jard. Fleur. 3: t. 275 (1853).

Cattleya purpurata (Lindl. & Paxton) Beer, Prakt. Stud. Orchid.: 213 (1854).

Bletia purpurata (Lindl. & Paxton) Rchb. f. in W. G. Walpers, Ann. Bot. Syst. 6: 423 (1862), nom. illeg.

Sophronitis purpurata (lindl. & Paxton) Van den Baerg & M. W. Chase, Lindleyana 15: 118 (2000).

Hadrolaelia purpurata (Lindl. & Paxton) Chiron & V.P. Castro, Richardiana 2: 19 (2002).

 

2.4. Híbridos naturais de Hadrolaelia purpurata com Cattleya:

 

X Brasicattleya Campacci, gen. hib. nat. nov.

Genus novum, hybridus naturalis inter Brasilaelia Campacci et Cattleya Lindl. Herbae mediis inter haec generes.

 

2.4.1. x Brasicattleya cypheri (Rolfe) Gutfreund, comb. nov.

                   (Brasilaelia purpurata x Cattleya forbesii)

basion,: x Laeliocattleya cypheri Rolfe, Orchid Rev. 5: 313 (1897).

Sin.: x Sophrocattleya cypheri (Rolfe) Van den Berg & M. W. Chase, Lindleyana 16: 111 (2001).

        x Hadrocattleya cypheri (Rolfe) V. P. Castro & Chiron, Richardinana 2:25 (2o02)

 

2.4.2. x Brasicattleya elegans (C. Morren) Campacii, comb. nov.

(Brasilaelia purpurata x Cattleya tigrina)

basion.: Cattleya x elegans C. Morren, Ann. Soc. Roy. Agric. Gand 4: 93 (1848).

sin.: Laelia x elegans (C. Morren) Rchb. f., Allg. Gartenzeitung 13:242 (1855).

       Bleia x elegans (C. Morren) Rchb. f. in W. G. Walpers, Ann. Bot. Syst. 6: 427 (1862).

x Laeliocattleya elegans (C. Morren) Rolfe, Gard. Chron. 1889 (1): 619 (1889).

x Sophrocattleya elegans (C. Morren) Van den Berg & M. W. Chase, Lindleyana 16: 111 (2001).

x Hadrocattleya elegans (C. Morren) V. P. Castro & Chiron, Richardiana 2: 26 (2002).

 

2.4.3. x Brasicattleya schilleriana (Rchb.f.) Campacci, comb. nov.

(Brasilaelia purpurata x Cattleya intermedia)

basion.: Laelia x schilleriana Rchb. f., Gartenzeitung 23: 323 (1855).

Sin.: Bletia x schilleriana (Rchb.f.) Rchb.f. in W. G. Walpers, Ann. Bot. Syst. 6: 424 (1862).

 Laelia x measuresiana B. S. Williams, Orch. - Grow. Man., ed. 6: add. (1855) nom. illeg.

x Laeliocattleya schilleriana (Rchb.f.) Rolfe, Gard. Chron. (1887 (2): 155 (1887).

x Sophrocattleya schilleriana (Rchb.f.) Van den Berg & M. W. Chase, Lindleyana 16: 111 (2001).

x Hadrocattleya schilleriana (Rchb. f.) V. P. Castro & Chiron, Richardiana 2: 27 (2002).

 

3. A Brasilaelia purpurata e o seu reconhecimento institucional.

 A  Brasilaelia purpurata é:

 

3.1. Flor emblemática do Herbário Barbosa Rodrigues, em Itajaí, Santa Catarina, a partir de 22 de junho de 19423.2. 

 

3.2. Flor símbolo do Estado de Santa Catarina  - Lei n° 6.255 de 21 de junho de 1983;

 

3.3. Flor símbolo do Muncipio de Florianópolis - Lei  nº 7.037 de 09 de maio de 2006;

 

3.4. Flor símbolo do Municipio de Joinville - Lei nº 5.640 de 09 de novembro de 2006, na variedade Oculata da Pedreira;

 

3.5. Institui a Semana Estadual da Laelia purpurata - Lei nº 16.625 de 22 de maio de 2015

 

3.6. Institui a Orquidea Laelia purpurata, variedade sanguinea, como a Flor Símbolo do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC) -  Lei nº 16.643 de 17 de julho de 2015.

 

3.7. Flor símbolo do  Herbário da UNISUL - Universidade do Sul de Santa Catarina;

 

3.8. Decreto Estadual nº 20.829, de 13 de dezembro de 1983, Identifica o taxon “Laelia purpurata Lindley variedade purpurata” é adotada, oficialmente, como a FLOR SÍMBOLO do Estado de Santa Catarina, consoante a seguinte descrição:

"Flor ampla, bem projetada, com pedicelo curto, apresentando peças florais vistosas. Sépalas quase brancas, levemente róseas, pouco carnosas, convexas, atenuadas na parte inferior, com numerosas e finíssimas nervuras, entre si mais ou menos do mesmo comprimento, de forma oblongo-lanceolada, agudas e com as margens enroladas e levemente onduladas, com 8-10 cm de comprimento e 1,5 a 2,5 cm de largura; as duas sépalas laterais são pouco falciformes. Pétalas quase brancas, levemente róseas, pouco membranosas, oblongo-ovóides, com ápice obtuso e margens mais ou menos enroladas, onduladas e crespas, nervuras delgadíssimas e muito ramificadas, com o mesmo comprimento da sépala dorsal, porém duas vezes mais largas, 8 a 10 cm de comprimento e 3 a 5 cm de largura. Labelo ereto pouco coriáceo e um pouco mais curto que as sépalas laterais, 7 a 8,5cm de comprimento, 6 a 7 cm de largura, até a sua base completamente livre, de formato longamente ovóide-elíptico, leve e indistintamente trilobado, na sua parte inferior fortemente rígido, ereto ou inclinado e bastante recurvado na ponta; base mais ou menos recortada saindo dela inúmeras nervurazinhas finíssimas e muito ramificadas; face entre os dois lobos muito larga, os dois lobos laterais também largos, semelhantes à forma de uma espiga bem arredondada com margem ondulada e convoluta, envolvendo inteiramente a coluna; lobo frontal levemente projetado para a frente, bem largo, com um leve bordo na ponta rodeada duma margem ondulada e crespa, de cor purpúrea, com venulação atropurpúrea; ápice frontal um pouco mais claro; fauce amarelo-dourada com intensas linhas purpúreas; disco completamente liso e graciosamente estriado. Coluna ereta, robusta, um pouco comprida em forma de unha e pouco encurvada, triangular, na parte inferior fortemente atenuada, na parte da frente côncava, de cor branco-esverdeada, de 2 a 2,5 cm de comprimento."

O uso do símbolo em policromia ou monocromia será incentivado e gratuito, mas sob consulta prévia à Fundação Estadual do Meio Ambiente - FATMA.

 

4. Variedades Hortoculturais de acordo com a visão Orquidófila do Brasil.  

 

4.1. Brasilaelia purpurata Lindley – Variedades dependentes do colorido da forma:

 

4.1.1. Brasilaelia purpurata Lindley - TIPO

Referência

TIPO

 Osmar Tessmer (1990)

 Labelo apresenta a cor púrpura típica da espécie; as sépalas e pétalas apresentam-se mais ou menos rosadas.

 FCO (2006)

 Pétalas e sépalas variando do rosa claro ao rosa escuro. Labelo purpúreo. Fauce com estrias.

 L. C. Menezes (2009)

 A planta-tipo descrita e ilustrada por Lindley possui sépalas e pétalas brancas e labelo com a superfície frontal do labelo colorida de purpúreo. A garganta (fauce) é amarela e enriquecida por veias longitudinais purpúreas. Botanicamente, a sua correta citação deve ser Brasilaelia purpurata Lindley & Paxton var. purpurata.

 

      

                                                                                                      Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.2. Brasilaelia purpurata Lindley – ARDÓSIA

Referência

ARDÓSIA

 Osmar Tessmer (1990)

 Esta variedade caracteriza-se por apresentar o colorido cinza-chumbo típico da rocha denominada ardósia. Nesta variedade as sépalas e pétalas apresentam-se normalmente brancas ou levemente tingidas de cinza-chumbo e em alguns clones levemente estriados nas pétalas. O nome é originário da cor da rocha.

 FCO (2006)

 Sépalas e pétalas brancas ou tingidas de cinza-chumbo. Labelo colorido de cinza-chumbo, com o sem veias pronunciadas. Fauce branca ou amarela.

 L. C. Menezes (2009)

 Não considera.

 

         

                                                                                                          Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.3. Brasilaelia purpurata Lindley – CÁRNEA

Referência

CÁRNEA

 Osmar Tessmer (1990)

 A característica desta variedade é o colorido avermelhado no labelo, lembrando a cor de carne fresca, donde provem o nome. Este talvez seja um dos mais belos coloridos da purpurata.

 FCO (2006)

 Sépalas e pétalas brancas ou levemente coloridas. O labelo apresenta colorido de framboesa ou morango, com veias mais ou menos acentuadas. Fauce branca ou amarelada.

 L. C. Menezes (2009)

 As flores são brancas com a superfície do labelo tingida de um colorido róseo – cárneo ou róseo – cereja no formato de manchas, estrias ou veias de intensidade variada. A garganta (fauce) do labelo é usualmente amarelada e mais raramente tomada de amrelo-intenso.

 

                      

                                                                                                       Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.4. Brasilaelia purpurata Lindley – CANHANDUBA

Referência

CANHADUBA

 Osmar Tessmer (1990) 

 Esta variedade distingue-se pela presença do colorido lilás-framboesa que apresenta no labelo; sépalas e pétalas normalmente brancas ou ligeiramente tingidas do mesmo colorido. A denominação Canhanduba provém da localidade onde foram encontrados os primeiros clones desta variedade, no município de Camboriú.

 FCO (2006)

 Sépalas e pétalas brancas ou levemente coloridas. O labelo apresenta o colorido semelhante ao do interior da abóbora.

 L. C. Menezes (2009)

 Não considera.

 

                     

                                                                                                      Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.5. Brasilaelia purpurata Lindley – ROXO VIOLETA

Referência

ROXO VIOLETA

 Osmar Tessmer (1990)

 O labelo nesta variedade apresenta-se com o colorido roxo-violeta  ou azul marinho escuro, quase preto. Sépalas e pétalas brancas ou apresentando tons azulados. É conhecido um close striato desta variedade, com as estrias azuladas.

 FCO (2006)

 Sépalas e pétalas brancas ou levemente coloridas; labelo roxo com matizes azulados, com ou sem veias pronunciadas. Fauce branca ou amarelada.

 L. C. Menezes (2009)

 As flores são brancas mas com a superfície do labelo tomada de uma tonalidade de roxo e dita roxo-violeta em face de um colorido aparentemente azulado. A garganta (fauce) é geralmente amarela marcada por veias igualmente roxo-violeta. Esta variedade também é conhecida pela sinonímia “aço”.

 

     

                                                                                                      Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.6. Brasilaelia purpurata Lindley – ROXO BISPO

Referência

ROXO BISPO

 Osmar Tessmer (1990)

 O colorido do labelo apresenta-se roxo-avermelhado “bispo” nesta variedade. As sépalas e pétalas são brancas ou tingidas ou estriadas com a mesma cor. Este nome originou-se da cor do manto usado pelos bispos da igreja católica.  Há alguns anos atrás usava-se também o nome “santo bispo” em Santa Catarina.

 FCO (2006)

 Sépalas e pétalas brancas ou levemente coloridas. Labelo com colorido roxo-bispo, isto é, da cor dos paramentos litúrgicos dos bispos católicos.

 L. C. Menezes (2009)

 Flores brancas ou levemente róseo-lilales com a superfície do labelo exibindo um colorido cuja tonalidade roxa é similar aquela dos parâmetros litúrgicos usados pelos bispos da Igreja Católica. Contudo, a história diz que o nome da variedade se originou quando orquidófilos compararam a cor do labelo das flores com aquela das meias usadas pelo bispo de uma igreja de Porto Alegre.

 

           

                                                                                                          Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.7. Brasilaelia purpurata Lindley – SEMI - ALBA

Referência

SEMI-ALBA

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Pétalas e sépalas totalmente brancas. Lobo frontal do labelo purpúreo.

L. C. Menezes (2009)

 Não considera.

 

     

                                                                                      Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.8. Brasilaelia purpurata Lindley – SUAVE

Referência

SUAVE

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Pétalas e sépalas brancas ou palidamente coloridas. O labelo apresenta colorido rosa suave, sem estrias coloridas.

 L. C. Menezes (2009)

 Não considera.

 

     

                                                                                                    Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.9. Brasilaelia purpurata Lindley –RUSSELIANA

Referência

RUSSELIANA

 Osmar Tessmer (1990)

 Nesta variedade o labelo tem o colorido rosa, mais ou menos intenso. As sépalas e pétalas podem ser brancas, levemente ou intensamente coloridas de rosa. O regulamento da FCO e da FGO dividem as russelianas em semi-albas e coloridas.

 FCO (2006)

 Pétalas e sépalas brancas ou levemente coloridas. Labelo com tonalidade rosa-lilás.

 L. C. Menezes (2009)

 Descrita por Willians (Orch. Alb. 6: t.269,1887) esta variedade identifica um grupo de flores com pétalas e sépalas brancas ou levemente coloridas de róseo-lilas. A superfície do labelo possui um colorido mais intenso enriquecido por veias longitudinais de nuance mais intensa. A garganta (fauce) é amarela e marcada por veias róseo-avermelhadas. Criteriosamente, deve-se excluir desta variedade as plantas de flores brancas com o labelo delicadamente enriquecido por veios de colorido róseo-claro e usualmente reconhecidas pelos colecionadores brasileiros como “russellianas” (“Delicata”,  “Graciana” e “Gracicata”). Flores com estas características formam tratadas e descritas por Veitch como pertencentes a variedade alba. Um conceito definido e registrado segundo as regras do Código Internacional de Nomenclatura Botânica (ICBN).

 

      

                                                                                                     Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.10. Brasilaelia purpurata Lindley –VINICOLOR

Referência

VINICOLOR

 Osmar Tessmer (1990)

 Na variedade vinicolor o labelo apresenta a cor vinho tinto, enquanto as sépalas e as pétalas podem apresentar brancas ou tingidas da mesma cor.

 FCO (2006)

 Sépalas e pétalas brancas ou levemente coloridas; labelo apresenta a tonalidade de vinho tinto.

 L. C. Menezes (2009)

 Usualmente brancas, as flores esta variedade podem também apresentar um colorido levemente róseo. A superfície do labelo é cor-de-vinho, o que originou o nome da variedade. A garganta (fauce) é amarelo-vivo com veias purpúreas. Descrita na literatura orquidofila brasileira do passado como cor – de – tijolo (Krackcowizer, 1950) e também identificada como cor – de – telha, esses nomes caíram em desuso e hoje raramente são lembrados pelos colecionadores da Laelia purpurata.

 

           

                                                                                             Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.11. Brasilaelia purpurata Lindley – ALBA

Referência

ALBA

 Osmar Tessmer (1990)

 Esta variedade apresenta sépalas e pétalas totalmente brancos; a fauce pode apresentar-se com amarelo, que vai do claro até o amarelo gema.

 FCO (2006)

 Sépalas, pétalas e labelo totalmente brancos. A fauce pode apresentar colorido amarelo claro até amarelo- gema.

 L. C. Menezes (2009)

 As flores são brancas mas o labelo delicadamente marcado por veias de colorido róseo-claro.

 

        

                                                                                         Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.12. Brasilaelia purpurata Lindley – CONCOLOR

Referência

CONCOLOR

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Sépalas, pétalas e labelo com colorido homogêneo, podendo o labelo apresentar colorido levemente mais acentuado. Podem ter qualquer colorido desde que seja homogêneo nas pétalas e sépalas e labelo, excetuando-se a variedade Alba.

 L. C. Menezes (2009)

 Não considera.

    

   

 

 

4.1.13. Brasilaelia purpurata Lindley – RUBRA

Referência

RUBRA

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Sépalas e pétalas fortemente coloridas. O labelo é purpura.

L. C. Menezes (2009)

 Com pétalas e sépalas fortemente coloridas de róseo ou róseo – avermelhado, com destaque para veias e nervuras de tonalidade mais escura, as flores desta variedade exibem a superfície do labelo na tonalidade vermelho-carmesim, e a garganta amarela com veias purpúreas. Muitas vezes, as correta identificação das flores desta variedade é dificultada em face de seu colorido se situar entre aqueles das variedades flammea e sanguínea.

 

                

                                                                                                Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.1.14. Brasilaelia purpurata Lindley – SANGUINEA

Referência

SANGUINEA

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Sépalas e pétalas de colorido purpúreo sanguíneo. Labelo da mesma cor, porem mais intenso.

 L. C. Menezes (2009)

 Como determina o nome desta variedade, as flores são de colorido vermelho-sangue. Na superfície do labelo veias de colorido ainda mais escuro formam na entrada da garganta (fauce) um sombreamento anelado-enegrecido.

 

                  

                                                                                                   Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

 

4.1.15. Brasilaelia purpurata Lindley – ATROPURPUREA

Referência

ATROPURPUREA

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Labelo deve apresentar colorido purpura intenso em toda sua área externa.

 L. C. Menezes (2009)

 As flores são mais comumente tingidas de róseo – intenso, sendo que o labelo é purpureo tanto na superfície externa quanto na interna. A garganta (fauce) é amarela e com veias purpúreas.

 

            

                                                                                                                                                                         Foto e Cultivo: José Carlos Budny

 

 

4.2. Variedades dependentes da forma do colorido do labelo.

 

 4.2.1. Brasilaelia purpurata Lindley – ANELATTA

Referência

ANELATTA

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Apresenta na entrada da fauce um anel estreito bem demarcado, de um lobo lateral ao outro.

 L. C. Menezes (2009)

 Flores brancas com o labelo exibindo um colorido róseo-avermelhado no formato de um anel na entrada da garganta (fauce).

     

                     

                                                                                                      Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.2.2. Brasilaelia purpurata Lindley – ARGOLÃO

Referência

ARGOLÃO

Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Semelhante a “Anelatta”, sendo que o anel mais largo e não tão nitidamente demarcado ocupando, no máximo, a terça parte do labelo.

 L. C. Menezes (2009)

 Difere da variedade anellata por mostrar na entrada da garganta um desenho colorido no formato de um anel bem grosso, como se fosse um argolão.

 

              

                                                                                               Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.2.3. Brasilaelia purpurata Lindley – AUREA

Referência

AUREA

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Caracteriza-se pela interrupção das estrias na entrada da fauce, com intensificação do colorido amarelo.

 L. C. Menezes (2009)

 Nesta variedade, as veias longitudinais purpúreas existentes no interior da garganta (fauce) do labelo das flores brancas e labelo colorido, são inexistentes na sua entrada, visualizando-se apenas um lago anel colorido amarelo – intenso.

 

     

                                                                                                     Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.2.4. Brasilaelia purpurata Lindley – MADAYANA

Referência

MANDAYANA

Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Caracteriza-se pela ausência completa de estrias na fauce.

L. C. Menezes (2009)

 Flores coloridas de róseo – lilás esbranquiçado com a superfície do labelo exibindo um róseo – lilas mais intenso contornando o tubo na forma de uma margem. Uma tonalidade amarelada ilumina a garganta (fauce) sem veias ou venulações. As flores desta variedade são consideradas por alguns orquidofilos amantes da Laelia purpurata como similares aquelas da variedade russelliana. Contudo, a tradição orquidofila baseada no cultivo de uma única planta que originou esta variedade é suficiente e imperiosa para que a variedade mandayana seja perpetuada como autentica e inquestionável.

 

                 

                                                                                                  Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

   

4.2.5. Brasilaelia purpurata Lindley – MARGINATA

Referência

MARGINATA

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Labelo com colorido fechado, com nítido filete branco em toda a borda.

L. C. Menezes (2009)

 O que determina e identifica esta variedade é a existência de uma margem branca bem definida contornando o labelo. As sépalas e pétalas são usualmente ou quase sempre brancas, similar ao padrão-tipo estabelecido por Lindley, exceto pela margem branca.

 

     

                                                                                                      Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.2.6. Brasilaelia purpurata Lindley – MULTIFORME

Referência

MULTIFORME

Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Labelo apresentando desenhos variados em seu lobo frontal, não podendo ser enquadrado em nenhum outro tipo descrito.

 L. C. Menezes (2009)

 Flores exibindo na superfície do labelo manchas coloridas de forma indefinível. Criada pelos colecionadores do Rio Grande do Sul, esta variedade por muito tempo teve seu uso restrito aos colecionadores daquele  estado, quando então tais flores eram identificadas como pseudo-oculata, pseudo – anellata, etc.

 

  

 

 

4.2.7. Brasilaelia purpurata Lindley – OCULATA

Referência

OCULATA

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Apresenta duas manchas simétricas e opostas, bem separadas, nas partes laterais do lobo frontal.

 L. C. Menezes (2009)

 Flores brancas exibindo duas contrastantes manchas verticalmente alongadas ou oval – alongadas e colorido purpúreo, separadas entre si pela superfície central do lobo mediano. A garganta enriquecida por veias vermelho – purpúreas é tomada de colorido amarelo ou amarelado. O nome desta variedade provem da semelhança com os olhos que as manchas parecem imitar.

 

      

 

 

4.2.8. Brasilaelia purpurata Lindley – REGINAE

Referência

REGINAE

Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Labelo apresentando em seu contorno uma orla branca bem visível bem como a metade inferior do labelo também branca.

L. C. Menezes (2009)

 O que identifica esta variedade de flores com sépalas e pétalas brancas (Krackowizer, 1950) são as manchas coloridas de formato especifico que preenchem a superfície dos lobos laterais do labelo, delicadamente margeados de branco. Na literatura pertinente a orquidofilia brasileira da Laelia purpurata aparece também a grafia reginae (Camargo, 1980), que identificaria uma planta vinicolor sem, contudo, descrever o desenho da mancha no labelo da flor, mas que talvez fosse igual aquele da variedade regina.

 

                                                                                 Foto e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.2.9. Brasilaelia purpurata Lindley – SCHROEDERAE

Referência

SCHROEDERAE

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Labelo branco, apresentando somente estrias.

 L. C. Menezes (2009)

 Não considera.

 

 

 

4.3. Variedades dependentes da forma do colorido das pétalas.

 

4.3.1. Brasilaelia purpurata Lindley – FLAMMEA

Referência

FLAMMEA

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Apresenta colorido intenso nas pétalas, acentuando-se em direção à ponta das mesmas.

L. C. Menezes (2009)

 Esta variedade é de grande efeito ornamental. Suas flores são de um colorido que varia do esbranquiçado ao róseo-intenso, mas com as pétalas fortemente marcadas de estrias vermelho-purpúreo, um contrastante colorido que se derrama deste a superfície mediana ou basal das pétalas até as extremidades. O labelo é purpúreo e a garganta (fauce) amarela com veias longitudinais purpúreas.

 

               

                                                                                                Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.3.2. Brasilaelia purpurata Lindley – STRIATA

Referência

STRIATA

 Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Caracteriza-se pelas estrias nitidamente demarcadas na textura externa das pétalas.

L. C. Menezes (2009)

 Nesta variedade as sépalas e as pétalas, além de serem geralmente róseo-esbranquiçadas, também podem ser brancas, sendo que as pétalas são marcadas por estrias na tonalidade vermelha. O. labelo exibe superfície vermelho – purpúrea com a entrada da garganta apresentando um colorido enegrecido, contrastando com a garganta amarela e com as veias purpúreas.

 

           

                                                                                           Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

4.3.3. Brasilaelia purpurata Lindley – VENOSA

Referência

VENOSA

Osmar Tessmer (1990)

 Não considera.

 FCO (2006)

 Caracteriza-se pelas veias acentuadas que apresentam os segmentos florais em sua textura interna.

L. C. Menezes (2009)

 Nesta variedade as flores são de um colorido róseo-claro ou róseo-esbranquiçado ou róseo-avermelhado com as pétalas exibindo uma rede de veias de colorido mais intenso do que o colorido das flores. A superfície do labelo é vermelho-purpúrea e a garganta (fauce) fortemente tingida de amarelo e com veias longitudinais purpúreas.

 

 

      

                                                                                                       Fotos e Cultivo: José Carlos Budny

 

 

5. Referências Bibliográficas.

 

BARBOSA RODRIGUES, J. Iconographie des orchidees du Bresil. Base Switzerland: Reinhardt Druc, 1992 2v.

BRAEM, G. The Brasilian Bifoliate Cattleyas. Undated-Germany.

DRESSLER, R. L. Philogeny and classification of the Orchid family. Portland, USA: Dioscorides Press, 1993, 314p.

F.C.O. Regimento Interno. 2006. 101 p.

HOEHNE, F. C. Iconografia de orchidaceas do Brasil. São Paulo (Estado). Secretaria da Agricultura, 1949. 601 p.

KRACHOWIZER, F. J. M. Monografia da Laelia purpurata suas variedades e seus hibridos. Circulo Paulista de Orquidófilos. São Paulo. Brasil. 1950..

MENEZES, L. Laelia purpurata. Expressão e Cultura. Rio de Janeiro. Brasil. 1995.

RIBAS, A. de Lara. Orquídeas Catarinenses. Florianópolis - SC. 1986.

PABST, G. F. J. DUNGS, F. Orchidaceae Brasilienses. Hildesheim, Germany: Brucke-Verlag K. Schmersow, 1977. 2v.

VAN DEN BERG, C. et al. A phylogenetic analiysis of Laeliinea (Orchidaceae) basead on sequence data from interna transcribed spacer (ITS) of nuclear ribosomal DNA. Lindleyana, 15 (2):9-114, USA 2000.

WITHNER, C. L. The Cattleyas and their Relatives. Vol 2. The Laelias. Timber Press, Portland, Oregon, USA, 1990. 154 p.